quarta-feira, 10 de junho de 2009

Ana.

Ontem: choro de agonia.
De emoção, sempre quase...
li dentre desconhecidos
as vidas de olhos cegos pelo tempo
tudo o que houve

Entretanto, não acredito que ela
tenha algo lido em mim
porque, do pouco que vê,
tudo é estática

é inocente como se possível fosse
rejuvelhecer, (e é)
mostra que noutras vidas
as cores se trocam -quase sempre-
pelos sons

ela olhou pra mim
com aquelas lentes de quem tem sono
e tédio do hoje,
de quem sabe tanto
que até cansou de fingir loucura.



*nota sobre Ana: desconhecida; Não é este seu nome, nem talvez a vida. Eu a li, simplesmente. 'Ana' ha de cativá-lo desde a primeira vez que é vista, mesmo que só de relance.

3 comentários:

  1. É bonito ver sensibilidade assim, tão aflorada.
    E não se iluda: mãos de cegos vêem coisas que muita gente não vê.

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  2. É poesia o que escreveu acima? É cronica? É fato?...Não sei bem ...sei que soa tudo misturado..tudo muito bem relatado..sentido..transcrito e transpirado...emoção e sensibilidade jogadas corretamente em uma tela branca...desenhadas..com grande maestria.....como sempre

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  3. Hmmm... tendo a evitar comentários sobre poesias.

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